sábado, 25 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Esqueça

Ja sei o que veio fazer aqui.
Quer mostrar que tenho cura,
Que posso ser normal.

Sei o que quer.
Quer transformar meu mundo
Tirar minha insanidade
Tentar ser o salvador do meu caos.
Então tente...
Quem sabe coloco seu cadaver
no meu canto preferido.
Apenas para lembrar
Do mundo que quer me salvar

Só pra mim

Ferve-me o sangue
me toma pela sede
Beija-me assim! "morres" só para mim

Digo a tua boca: "Vem!"
Todo o meu corpo te chama:
"Morde também!"

Perfuro sua carne
eu a torturo com prazer

Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo
Ferve-me o sangue: acalme a ira com teu beijo
Beija-me assim.

De onde eu venho



Venho de um lugar onde o sangue impera,
onde o desespero reina,
onde os sentidos enganam.
Ouve-se o voraz ranger de dentes,
vindo de almas perdidas,
as quais seguem minhas ordens.

Tente fugir, tente morrer!
Antes, você vencia.
Agora, eu quero te vencer, te pertencer.
Aqui, você não tem poder...
Vampiros vagando,
fracos chorando,
escuridão reinando.
Presas vão e vem,
outras, clamam por alguém.
você é uma delas.
Venho de um mundo distante,
demônios governam, carne queima,
servos trabalham, eu reino.
Lágrimas evaporam, eu a procuro...
é o que te espera.

Luz Obscura



Luz Obscura
Que Clareia a escuridão
E da alma mais pura
Paira em mim a Solidão

Nos meus lábios, tocam o nada
Em Muitos morbidos a satisfação
E a luxúria destes saciada
Prevalece o vazio em meu profano coração

Aprendi o ódio com o amor
A loucura inválida
Filha da noite eu sou
Em minha face a figura pálida

Negro Interior
Frestas de luz
Minha inferioridade Superior
Que as trevas me conduz

Seu beijo
















Ah lábios que beijei....
morbido perfume que até hoje sufoca minha mente...
com meus lábios em teu pescoço te tentei....
Sua frigidez
Jamais esquecerei....

Ah meu belo conde...
Me encravaste tuas presas...
me deixaste louca de obscuros desejos...
me tentaste até me agonizar
com teu veneno mortal....


Agonizei com a magia...
da morbida paixão que me despertaste....
E teu veneno me matou...
E renasci pra imortalidade...
Ainda sonho com teus doces lábios...
Jamais os terei novamente...
somente cobaia para ti eu fui...
e tua serva por longo tempo fiquei.....


Hoje sou uma Deusa solitária...
desperto paixões profanas e platonicas...
vivo na imaginação e nos sonhos de pobres mortais...
que sonham me consumar em amor ardente....
Continuo solitária....
Pois meu papel é tornar negro corações...
E dormir a cada dia em meu leito...
Sem meu conde eterno...

Não faço isso porque quero...
e sim porque meu instinto é incontrolável..

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A morte


E assim eu dormirei em paz
No túmulo do meu amado.
Dois corpos em uma só sepultura
Em um lugar tão gelado
Tão vazio e esquecido,
Mas cheio de lembranças
Do tempo ido
Da triste época da vida.
Mas já passou,
Meu coração dolorido descansa agora
Com quem ele mais amou.
O escuro nos recebe
E nele nós vamos dormir
Não existe mais dor
Pois nós vamos finalmente ir
Deste mundo triste.

A morte de um anjo






Nada pode ser tão terrível como a morte de uma criança. Ainda mais quando esta criança é acusada e condenada por um crime que não cometeu.
Todas as crianças da minha aldeia foram sacrificadas, acusadas de bruxaria. Eu não sei o que elas fizeram. Acho que não fizeram nada. Eu não acredito nisto, acho que é uma acusação injusta.
Muitos adultos também morreram. Perderam suas vidas em uma fogueira incandescente. Seres humanos sendo queimados vivos, como se fossem nada.
Meus dois bebês morreram, foram levados de casa para a prisão. Eu implorei para ir com eles. Mas não quiseram deixar.
Em sonho meu espírito foi até o lugar onde eles estavam. Acho que o meu desespero levou-me até eles. Vi meus filhos e outras muitas crianças acorrentadas em uma cela escura, um lugar que parecia uma caverna. O lugar era cheio de bichos, ratos, baratas, aranhas e outras coisas horríveis.
Eu vi Allegra Lillith se debater nas correntes tentando se libertar dos bichos, que subiam por seu corpo, andavam por seu cabelo. Em meu desespero eu tentei ajuda-la, mas não pude fazer nada, pois não tinha corpo.
Acho que ela também me viu. Só me lembro dela estendendo-me os bracinhos e gritando:
- Papai!Por favor, venha!
Acordei com seus gritos. Estava deitado em minha cama. Olhei para um
lado e para outro e não mais os vi.
Lembro-me de Constantino. Estava caído a um canto chorando baixinho. Seu corpinho frágil parecia sumir entre correntes enormes. Estava tão fraco, parecia estar morrendo. Ele abriu os olhinhos e sorriu para mim. Por um instante eu pude ouvir os seus pensamentos. Ele achou que eu houvesse ido buscá-lo. Depois deve ter pensado ter sido apenas um sonho.
Durante vários dias eu implorei para ficar preso no lugar de meus filhos. Se alguém deveria ser condenado, que fosse eu que sou adulto e tenho muitos pecados. Eles são apenas crianças.
Mas ninguém quis ouvir-me. Sequer me deram atenção.
Até que chegou o dia do julgamento.
Uma noite antes, novamente tive o mesmo sonho, acho que meu espírito foi até o lugar onde meus filhos estavam.
Nunca senti tanto ódio na vida. No lugar de meu coração parece que havia uma pedra. Sentia um peso enorme no peito, algo muito estranho.
Eu sabia que eles não seriam condenados, lógico que não. Seriam julgados inocentes de acusação tão absurda e no dia seguinte teria meus filhos novamente nos meus braços.
Fui andando na direção das crianças. Pareciam dormir, ninguém fazia um movimento sequer. Mas tive a impressão de ouvi-las chamando meu nome.
- Constantino, por favor...
Mas suas vozes eram abafadas, distantes, embora eles estivessem à minha frente. Ann Marie gesticulava e eu via sua boca se mexer. Ela tentava me contar algo, mas não sei por que, não pude ouvir o que ela dizia.
Avistei Lillith entre eles, is estender a mão para tocar sua cabecinha, eu tinha esperança que esta seria a última noite que ela passaria ali.
Neste momento ela se virou para mim. Na escuridão daquele lugar eu vi seus grandes olhos verdes olhando-me das trevas.
Mas ela tinha algo estranho no rosto. Como se um pedaço grande de pele tivesse sido arrancado do lado esquerdo de seu rosto, uma ferida enorme ia da boca até a orelha. Dava até para ver seus dentes. Por isto os animais estavam subindo nela. Um rato enorme estava comendo sua carne e a ferida aumentava cada vez mais. Ela agora não mais gritava. Só seus olhos me encaravam da escuridão.
- Lillith!

Acordei com meu próprio grito. Levantei-me para beber água. Sentia uma sede insuportável. Ela estava com sede, muita sede. Vi isso em seus olhos, embora ela não tenha falado nada. Nem precisava, pois minha alma sente.
Lá fora já apareciam os primeiros raios do dia. Sentia uma dormência estranha no corpo, por um momento, tive a impressão de sentir alguém me observando lá de fora. Alguém a me vigiar de um ponto da floresta, ao longe. Pensei ser só impressão e esqueci o caso.
E aquilo no rosto do meu bebê? Será que ela estava tão machucada assim? Não, isto deve ter sido só um sonho.
Mas fosse como fosse, tinha certeza que este seria o último dia de meus filhos naquela prisão. No máximo hoje à noite eles estariam comigo em minha casa.
Para sempre.

Eles morreram na noite seguinte. Catorze crianças foram enforcadas na praça da cidade. Incluindo meus dois bebês. Somente Ann Marie foi queimada, porque havia sido descoberto um baralho de cartas de tarô entre seus pertences. Tinha oito anos, e foi acusada de invocar espíritos das trevas usando aquele baralho.
Era isto que ela tentava me dizer, que era inocente...

Morte de uma criança

Nada pode ser tão terrível como a morte de uma criança. Ainda mais quando esta criança é acusada e condenada por um crime que não cometeu.
Todas as crianças da minha aldeia foram sacrificadas, acusadas de bruxaria. Eu não sei o que elas fizeram. Acho que não fizeram nada. Eu não acredito nisto, acho que é uma acusação injusta.
Muitos adultos também morreram. Perderam suas vidas em uma fogueira incandescente. Seres humanos sendo queimados vivos, como se fossem nada.
Meus dois bebês morreram, foram levados de casa para a prisão. Eu implorei para ir com eles. Mas não quiseram deixar.
Em sonho meu espírito foi até o lugar onde eles estavam. Acho que o meu desespero levou-me até eles. Vi meus filhos e outras muitas crianças acorrentadas em uma cela escura, um lugar que parecia uma caverna. O lugar era cheio de bichos, ratos, baratas, aranhas e outras coisas horríveis.
Eu vi Allegra Lillith se debater nas correntes tentando se libertar dos bichos, que subiam por seu corpo, andavam por seu cabelo. Em meu desespero eu tentei ajuda-la, mas não pude fazer nada, pois não tinha corpo.
Acho que ela também me viu. Só me lembro dela estendendo-me os bracinhos e gritando:
- Papai!Por favor, venha!
Acordei com seus gritos. Estava deitado em minha cama. Olhei para um
lado e para outro e não mais os vi.
Lembro-me de Constantino. Estava caído a um canto chorando baixinho. Seu corpinho frágil parecia sumir entre correntes enormes. Estava tão fraco, parecia estar morrendo. Ele abriu os olhinhos e sorriu para mim. Por um instante eu pude ouvir os seus pensamentos. Ele achou que eu houvesse ido buscá-lo. Depois deve ter pensado ter sido apenas um sonho.
Durante vários dias eu implorei para ficar preso no lugar de meus filhos. Se alguém deveria ser condenado, que fosse eu que sou adulto e tenho muitos pecados. Eles são apenas crianças.
Mas ninguém quis ouvir-me. Sequer me deram atenção.
Até que chegou o dia do julgamento.
Uma noite antes, novamente tive o mesmo sonho, acho que meu espírito foi até o lugar onde meus filhos estavam.
Nunca senti tanto ódio na vida. No lugar de meu coração parece que havia uma pedra. Sentia um peso enorme no peito, algo muito estranho.
Eu sabia que eles não seriam condenados, lógico que não. Seriam julgados inocentes de acusação tão absurda e no dia seguinte teria meus filhos novamente nos meus braços.
Fui andando na direção das crianças. Pareciam dormir, ninguém fazia um movimento sequer. Mas tive a impressão de ouvi-las chamando meu nome.
- Constantino, por favor...
Mas suas vozes eram abafadas, distantes, embora eles estivessem à minha frente. Ann Marie gesticulava e eu via sua boca se mexer. Ela tentava me contar algo, mas não sei por que, não pude ouvir o que ela dizia.
Avistei Lillith entre eles, is estender a mão para tocar sua cabecinha, eu tinha esperança que esta seria a última noite que ela passaria ali.
Neste momento ela se virou para mim. Na escuridão daquele lugar eu vi seus grandes olhos verdes olhando-me das trevas.
Mas ela tinha algo estranho no rosto. Como se um pedaço grande de pele tivesse sido arrancado do lado esquerdo de seu rosto, uma ferida enorme ia da boca até a orelha. Dava até para ver seus dentes. Por isto os animais estavam subindo nela. Um rato enorme estava comendo sua carne e a ferida aumentava cada vez mais. Ela agora não mais gritava. Só seus olhos me encaravam da escuridão.
- Lillith!

Acordei com meu próprio grito. Levantei-me para beber água. Sentia uma sede insuportável. Ela estava com sede, muita sede. Vi isso em seus olhos, embora ela não tenha falado nada. Nem precisava, pois minha alma sente.
Lá fora já apareciam os primeiros raios do dia. Sentia uma dormência estranha no corpo, por um momento, tive a impressão de sentir alguém me observando lá de fora. Alguém a me vigiar de um ponto da floresta, ao longe. Pensei ser só impressão e esqueci o caso.
E aquilo no rosto do meu bebê? Será que ela estava tão machucada assim? Não, isto deve ter sido só um sonho.
Mas fosse como fosse, tinha certeza que este seria o último dia de meus filhos naquela prisão. No máximo hoje à noite eles estariam comigo em minha casa.
Para sempre.

Eles morreram na noite seguinte. Catorze crianças foram enforcadas na praça da cidade. Incluindo meus dois bebês. Somente Ann Marie foi queimada, porque havia sido descoberto um baralho de cartas de tarô entre seus pertences. Tinha oito anos, e foi acusada de invocar espíritos das trevas usando aquele baralho.
Era isto que ela tentava me dizer, que era inocente...

Lágrima de um vampiro


Á uma alma triste e errante


“... A última luz da tarde
Foi ao longe se apagando.
Era uma linda estrela
Ao céu retornando.

Deixou a terra para sempre
E tudo se tornou triste e frio.
Meu coração se partiu em pedaços
E restou em meu peito um enorme vazio.

Como eu pude um dia
Sonhar com seu amor?
Meu anjo do céu
Que só conheceu a dor?

Não estava ao meu alcance
E eu não te merecia
Minha alma era tão negra
Que na escuridão se desvanecia.

Mas ela se foi,
Anjo lindo que tanto sofreu.
E a minha vida também se acabou
Com o meu amor que morreu.

O que posso fazer agora
Além de chorar?
Conheci-te tão pouco em vida
Mas nunca deixarei de te amar.

Irei vê-la sempre
Em sua sepultura.
Sobre ela colocarei rosas
E beijarei a terra com doçura.

Como se fossem seus lábios
Que eu tanto amei.
E lágrimas de sangue
Para sempre eu chorarei.

A chuva fina cai
E o frio me envolve
No silencioso cemitério
Onde nada se move.
Eu estou ajoelhado
Diante o túmulo da minha amada.
Somos só eu e ela ,
E mais nada.

Não me resta muita coisa
A não ser dizer-lhe adeus.
Ou melhor, até breve
Mais lindo sonho meu.

Que venha logo o dia
Do nosso feliz reencontro
Minha amada tenha pena
Da alma deste monstro...”

Vampiro


Vampiros! Eternas criaturas noturnas! Que seu legado permaneça nas mentes dos homens através da sua sedução, do seu prazer e da sua fome que será sempre... Insaciável! "

cherry bomb